Pastoral dos Migrantes participa da abertura de ciclo de palestras sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas

Representante da Pastoral dos Migrantes participa da abertura de ciclo de palestras
sobre enfrentamento ao tráfico de pessoas

A representante do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM) da Arquidiocese de Campo Grande, Niura Sandra Matos Montalvão, participou, nesta quinta-feira (24), da mesa de abertura do ciclo de palestras “Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: Desafios Contemporâneos e Atuação em Rede”, promovido pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Mato Grosso do Sul (NETP/MS), em parceria com o CETRAP e a COETRAE, como parte da Campanha Coração Azul 2026.
O evento reuniu representantes de instituições públicas, especialistas e organizações da sociedade civil para debater os desafios contemporâneos no enfrentamento ao tráfico de pessoas, ao trabalho análogo à escravidão, à proteção das vítimas, à migração e ao fortalecimento da atuação em rede.
Durante sua participação, Niura destacou que o tráfico de pessoas, muitas vezes, começa com falsas promessas de emprego, moradia e melhores condições de vida, tornando migrantes em situação de vulnerabilidade alvos de redes criminosas que se aproveitam da esperança de um recomeço.

A representante da Pastoral dos Migrantes também ressaltou que a Campanha Coração Azul reforça a conscientização da sociedade, mas que o enfrentamento ao tráfico de pessoas exige vigilância permanente. Segundo ela, a escuta qualificada é essencial para identificar situações de exploração que, muitas vezes, passam despercebidas.

Niura enfatizou ainda a importância da correta tipificação e notificação desse crime, destacando que o reconhecimento adequado dos casos fortalece a atuação da rede de proteção, aprimora os dados sobre o tráfico de pessoas e contribui para a prevenção, o combate às redes criminosas e a garantia de direitos às vítimas.

A programação contou com palestras sobre assistência às vítimas, trabalho escravo doméstico e racismo estrutural, aliciamento digital para o tráfico de pessoas e contrabando de migrantes, reforçando a importância da integração entre as instituições na prevenção e no enfrentamento desse grave crime contra os direitos humanos.

Posts Relacionados