Planejamento pastoral deve priorizar processos, sinodalidade e abertura ao Espírito
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou, de 20 a 24 de julho, o Encontro de Coordenadores de Pastoral 2026. A programação incluiu momentos de formação, reflexão, oração e trabalhos em grupo, com atenção especial às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), ao Documento Final do Sínodo e aos desafios da ação pastoral.
Pe. Cleber Brugnago Rosa e diácono César Augusto Veras estiveram presentes, representando a Arquidiocese de Campo Grande/MS.
O encontro tem início nesta segunda-feira, 20 de julho, com um momento de oração. Na sequência, o secretário-geral da CNBB e bispo auxiliar de Brasília (DF), dom Ricardo Hoepers, apresentou uma reflexão sobre o papel da Conferência na animação pastoral da Igreja no Brasil.
As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora ocupam lugar central na programação. No primeiro dia, o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, aborda o objetivo geral, a introdução e o primeiro capítulo do documento, “A Igreja: Tenda do Encontro”. Já o padre Danilo Pinto dos Santos apresenta o segundo capítulo, dedicado à “Escuta dos Sinais”.
Outras matérias
Conheça as 15 orientações práticas para o Plano Pastoral
- O planejamento pastoral faz parte da história da igreja no Brasil;
- Planejar é eleger prioridades;
- Não construir camisas de força, mas espaços de abertura ao Espírito;
- Os processos (assembleias) são mais importantes que os resultados (planos);
- Não tente colocar as DGAE dentro dos Planos Diocesanos de Pastoral, mas coloque o Plano Diocesano na sintonia/ frequência das DGAE;
- A Conferência oferece Diretrizes Gerais; a diocese faz plano; a paróquia faz planejamento.
- Realizem verdadeiras experiências sinodais, de escuta ampla e discernimento comunitário;
- Contemplem forças e territórios;
- Não fazer planos ad intra, apenas para a ovelha que está no redil. É preciso buscar as 99 ovelhas que estão perdidas, fora do redil;
- Pensar na presença pública da igreja: ela serve ao mundo;
- Não se ocupar em responder perguntas que ninguém fez/faz. Escutar as reais questões das pessoas e sociedades;
- Contemplar, no plano, mecanismos regulares de avaliação participativa, a partir dos objetivos estabelecidos – que sejam realistas!;
- Plano de Pastoral ou Plano de Ação Evangelizadora? Coordenador de Pastoral ou Coordenador da Ação Evangelizadora?
- Os caminhos da missão são prioridades, não são estruturas;
- Apontar o Reino como fim escatológico e não apenas o Céu.




