Admissão às Ordens Sacras: Seminaristas Waldomiro Santos e Ronaldo Corim

No próximo domingo, 25 de julho, Waldomiro e Ronaldo serão admitidos como candidatos às Ordens Sacras, durante a celebração da Santa Missa que será presidida por dom Dimas Lara Barbosa, às 09h30, na Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio de Pádua.

Waldomiro Rodrigues dos Santos Neto e Ronaldo de Oliveira Corim deixaram-se abrasar no amor a Nosso Senhor, pelas mãos de Maria Santíssima, respondendo sim ao chamado à vida consagrada, como sacerdotes.
Por estes últimos anos iniciaram a formação no Seminário Propedêutico Dom Antonio Barbosa, que é a primeira etapa formativa do futuro sacerdote. Já mais amadurecidos na vocação, seguiram para o Seminário Maior Regional Maria Mãe da Igreja para estudarem Filosofia e Teologia. As próximas etapas serão estágio pastoral, ordenação diaconal e finalmente a ordenação sacerdotal.

Aos nossos preciosos seminaristas, lembramos alguns pensamentos do Papa Francisco na Carta do 160º aniversário da morte de São João Maria Vianney, padroeiro dos Sacerdotes:

“irmãos sacerdotes”, que “sem fazer barulho” deixam tudo para se comprometerem ao serviço da comunidade e trabalhar “nas trincheiras”, expostos às mais variadas situações, colocando “seu rosto”, mas sem se dar “demasiada importância, para que o povo de Deus possa ser cuidado e acompanhado”.

Assim, o Papa Francisco oferece uma típica identidade “existencial” do sacerdote. Ele não fala de um sacerdote ideal, que não existe, mas se dirige à multidão de presbíteros que “em muitas ocasiões, de forma silenciosa e sacrificada”, empenhando-se no “serviço a Deus e a seu povo”, no anúncio do Evangelho, na celebração dos Sacramentos e no testemunho da caridade, escrevem “as mais belas páginas da vida sacerdotal”.

É precisamente a misericórdia, diz o Santo Padre, depois do dom da própria vida, a “qualidade primorosa” do padre, que o configura a Cristo Bom Pastor.
Trata-se de uma atitude alegre, que tira sua força da oração e dos sacramentos, que toma forma na comunhão com o Bispo e seus coirmãos, que se realiza no entusiasmo pela evangelização e que, na perseverança e “paciência”, torna-se proximidade “à carne do irmão sofredor”.

Uma outra característica indicada pelo Santo Padre é a “coragem sacerdotal”, que a Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis coloca dentro da necessária maturidade humana exigida dos candidatos às ordens sagradas.

O Papa Francisco explica que o ministério sacerdotal não está imune “ao sofrimento, à dor e até mesmo à incompreensão”, que são meios de configuração a Cristo, quando são assumidos e integrados no caminho da fé e da oração, através dos quais o sacerdote, fugindo da acídia – que o Papa chama de “tristeza adocicada” – permanece “diante do Senhor”, que cura seu coração ferido e lava seus pés que ficaram sujos pela “mundanização”.

Por fim, o conjunto de identidade oferecido pela Carta, descreve, sem citá-lo, a experiência de santidade do Cura d’Ars, explicita “dois laços constitutivos” da identidade sacerdotal: a ligação pessoal, íntima e profunda com Jesus, e a ligação com o Povo de Deus.

A atitude que o Santo Padre propõe, seguindo o exemplo da Mãe de Deus, é o louvor. Poderíamos dizer, resumindo os traços de vida sacerdotal apresentados na Carta, que o Papa Francisco pede aos sacerdotes de hoje que sejam sacerdotes do Magnificat.

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