Missa solene marca a abertura da Campanha da Fraternidade na capital

Cerca de 3.500 pessoas participaram da celebração eucarística da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Na capital,  a missa acontece tradicionalmente no 1° Domingo da Quaresma. O número de fiéis emocionou o Arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa e o fez lembrar quando São João Paulo II esteve em Minas Gerais (1980) ao ver o povo presente e exclamou “que belo horizonte!”.

A celebração presidida pelo Arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa e co-presidida pelo bispo auxiliar Dom Mariano Danecki e pelo emérito Dom Vitório Pavanello, reuniu todo o clero e seminaristas da Arquidiocese no Poliesportivo Dom Bosco.

A Campanha da Fraternidade é um complemento na preparação quaresmal dos católicos para a Páscoa. D
Durante 40 dias vivem o jejum corporal e espiritual, seguindo o exemplo de Jesus Cristo.

Neste ano o tema da campanha é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15). O conteúdo da campanha visa refletir sob a luz do Evangelho questões que envolvem a diversidade de cada bioma e a relação com a preservação da vida de toda a criação.

Durante a celebração deste domingo, os biomas regionais foram lembrados com a participação de indígenas da etnia terena e vivem em comunhão direta com a natureza. Alguns vieram da Aldeia Tereré, em Sidrolândia e outros que vivem em Campo Grande, especificamente do Jardim Noroeste.

O cuidado com o meio ambiente é um tema recorrente da Campanha da Fraternidade. “Desde 1979 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil trabalha essa temática visto que é uma necessidade de todo o povo brasileiro não apenas dos católicos”, explica o Arcebispo. Dom Dimas avalia que a preservação do meio ambiente deve ir além da Quaresma, por isso é importante meditar e agir sempre nessa questão.

Em Mato Grosso do Sul, a reflexão será pautada na preservação do Cerrado e Pantanal. Sobre o equilíbrio entre o cuidado desses biomas e a prática agrícola em MS, Dom Dimas ressalta que a CF 2017 poderá incentivar produtores rurais a seguir práticas sustentáveis. “Evitar desperdícios e o reaproveitamento da água são formas da agropecuária ser altamente produtiva”, disse. O arcebispo avalia a necessidade de solicitar uma audiência pública junto ao Poder Legislativo a fim de promover práticas concretas que defendem tanto a natureza quanto a agropecuária.

Outro ponto de atenção da Igreja católica em Campo Grande é a catequese da preservação ambiental dentro de cada família. Será trabalhado junto aos 700 grupos da Setorização o cultivo de hortas caseiras, uma oportunidade para que famílias contribuam com o meio ambiente, fortaleçam o convívio entre pais e filhos, além de poder ser uma fonte de renda e consumo.

 

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Ana Paula Cardoso
Comunicação Institucional

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