Durante assembleia agentes destacam a ação da Pastoral Carcerária

Agentes da Pastoral Carcerária de todo o estado de Mato Grosso do Sul, Regional Oeste 1 da CNBB, se reuniram no dia 28 de maio durante a Assembleia Estadual Formativa da Pastoral Carcerária de MS, na Sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na Capital. Também participaram do encontro o arcebispo diocesano de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, do diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ailton Stropa Garcia, e do coordenador da Pastoral Carcerária em Brasília, diácono Manoel Luiz Tranquilino. Ele assessorou o evento e palestrou sobre espiritualidade e mística da pastoral.

Dom Dimas falou da importância da Pastoral Carcerária e da questão das Unidades Educacionais de Internação (UNEI) que em muitos locais ainda é a Pastoral Carcerária quem assiste os menores sobrecarregando o trabalho da PCr. “Em breve, daremos continuidade ao Curso de Formação para Novos Agentes da Pastoral Carcerária e Pastoral Menor no sentido de ampliar os trabalhos no estado”, disse.

foto mt carcerariaParticiparam do evento representantes da pastoral nas cidades de Coxim, Corumbá, Três Lagoas, Naviraí, Jardim, Dois Irmãos do Buriti, Nova Andradina, Brasilândia, São Gabriel do Oeste, Dourados e Campo Grande, além de Brasília (DF). Ao longo da assembleia, os agentes e coordenadores apresentaram a realidade do serviço da Pastoral Carcerária (PCr) e do sistema prisional em cada município:

– Campo Grande: A pastoral na capital conta com 30 agentes atuantes e 15 pessoas em processo de credenciamento já realizado formação, totalizando 40 agentes. Realiza reuniões mensais, possuem acompanhamento de 2 dois padres credenciados e de outros 6 não credenciados para as celebrações em datas festivas, bem como apoio dos 3 bispos Dom Dimas, Dom Mariano auxiliar e Dom Vitorio bispo Emérito. São realizadas de 3 a 4 formações anuais para Novos Agentes e um Encontro de Espiritualidade.

– Corumbá: conta com 7 agentes da PCr. Executam trabalhos religiosos de evangelização nos estabelecimentos penal feminino e masculino. As atividades de grupos têm parcerias com Obra de Maria, Mobilidade humana, leigos Scalabrianos e coral no presídio formado em parceria com Obra de Maria celebrações eucarística, formação uma vez ao ano, catequese, sacramento de batismo e crisma.

– Coxim: a PCr conta com 20 agentes que realizam atendimento catequético e Curso das ESPERES – Escolas de Perdão e Reconciliação em Práticas de Justiça Restaurativa, junto ao Pe. Waldemar que atende confissões e realiza direção espiritual aos internos.

– Dois Irmãos do Buriti: realizam visitas todos aos sábados e domingos, reuniões mensais com a equipe e segue uma metodologia bem animada com cânticos, leitura e partilha do evangelho e dinâmicas construtivas. Na Unidade Penal masculina foi erguida estrutura metálica para Capela ecumênica em parceria com a direção do presidio com as igrejas evangélicas locais. A Diocese conta com 30 agentes da PCr.

– Dourados: conta com 92 agentes da PCr, espalhados em 4 cidades, além das 6 Unidades penais, realizam assistências religiosas em 3 UNEIS FM e MS. As visitas são realizadas quinzenalmente, três cidades da diocese não possuem pastoral carcerária ainda. Cada cidade possui um coordenador e realizam reuniões mensais. Uma vez por ano realizam Formação em nível diocesano e outras são realizadas de acordo com a demanda para novos agentes. 10 padres acompanham as equipes.

– Jardim: A metodologia segue com celebrações da Palavra e missas em datas festivas. Contam com 7 agentes na cidade e pretendem formar uma banda musical dentro dos presídios com os internos que já aprovaram a ideia. Possui parcerias com os Vicentinos e empresas que ministram cursos profissionalizantes.

– Naviraí: a pastoral na Diocese é ainda nova. Iniciou este ano com a formação ministrada pela coordenação estadual, e contam com 40 agentes espalhados pelas 5 cidades. Os agentes realizam visitas nos presídios e cadeias semanalmente, fazem celebrações eucarística e catequese. Possuem parcerias com a Obra de Maria e casa do imigrante, conta com apoio e acompanhamento de 5 padres e o bispo diocesano.

– São Gabriel do Oeste: a pastoral desenvolve no presídio feminino oficinas de pintura em telas e corte costura. Já no presídio masculino oferecem oficina de artesanato, cozinha, além da catequese e preparação para sacramentos;

– Três Lagoas: conta com 12 agentes e outros 10 aguardam formação. A metodologia utilizada nas visitas são os folhetos “Domingo ou Deus Conosco”, leitura do evangelho do dia (partilha e escuta). Possui acompanhamento de padres e do bispo local.

Durante a assembleia, o diretor da Agepen Ailton Stropa Garcia, falou aos participantes sobre a “realidade prisional no MS” e as medidas que têm sido adotadas, bem como projetos futuros. Durante cerca de uma hora e meia, o dirigente discorreu sobre logística, recursos humanos e financeiros, assistência social, saúde, jurídica, educacional, trabalho, tratamento penal aos dependentes químicos, investimentos para a maior ressocialização, entre outros assuntos.

A representante da Pastoral Carcerária, Zilda Maria Galvão Lima Nação, agradeceu em nome de Dom Dimas o apoio dado pela Agepen. “Agradecemos imensamente a participação do diretor-presidente da Agepen pela valorosa contribuição para nossa formação sobre o sistema penal, e pelo apoio e consideração que temos recebido nesta missão”.

Em MS, a Pastoral Carcerária teve notório avanço em 4 anos. O Regional teve início em 2012 com cerca de 65 agentes em todo estado. Atualmente são 251 agentes da Pastoral Carcerária, das 18 cidades que possuem presídios masculino e feminino. Em Bataguassu e Rio Brilhante existe solicitação para formação de novos agentes na cidade.

Um média de 30 padres acompanham a Pastoral Carcerária nessa missão, bem como todos os bispos do Regional que se mostram favoráveis à pastoral e apoiam as iniciativas. A meta no MS é continuar crescendo e formando mais agentes para que cada vez mais os encarcerados sejam atingidos por algum agente de Pastoral Carcerária. É missão da pastoral evangelizar e ser presença de Cristo e da Igreja no cárcere.

Ana Paula Cardoso

Comunicação Institucional

 

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