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O Diabo: esperto e experto!

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A Luz sempre vence as Trevas. «Se Deus é por nós, quem será contra nós?»Se alguém duvida da existência do Diabo talvez seja porque nunca foi vítima de assaltos e estupros, roubos e sequestros, mentiras e calúnias, torturas físicas e psicológicas – ou de qualquer outra injustiça. Ou então uma pessoa que não tem filhos drogados nem cônjuges alcoólatras. Alguém que não precisa passar horas, dias e meses nas filas de espera ou nos corredores de um hospital. Por fim – para não prolongar a ladainha e a procissão – quem ainda não foi atingido pela corrupção generalizada e institucionalizada que oprime em toda a parte.

Em matéria de maldade e depravação, o ser humano parece não ter limites, superando qualquer outro animal. A hecatombe perpetrada durante a 2ª Guerra Mundial por Hitler, sobretudo – mas não só – à custa de judeus e de cristãos, amordaçando a consciência de um povo culto e desenvolvido como era o alemão, prova que não estava equivocado o rei Davi ao declarar: «Prefiro cair nas mãos de Deus, cuja misericórdia é imensa, do que nas mãos dos homens» (1Cr21,13).

Ante o sangue derramado ao longo da história – tanto que, até há poucos anos, o que ela narrava, eram sobretudo guerras e de revoluções – e diante dos sete vícios capitais que ofuscam e oprimem a existência e as relações humanas, parece difícil negar a existência de uma raiz iníqua, uma fonte contaminada, personificação do erro e do mal, numa palavra, do “Maligno”.

Sobre ele, a Igreja é sóbria e incisiva, como atesta o “Catecismo da Igreja Católica”, publicado pelo Papa João Paulo II, a 15 de agosto de 1997: «Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja veem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus».

Provavelmente, esta doutrina se fundamenta num texto do Apocalipse: «Aconteceu uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou juntamente com seus anjos, mas foi derrotado, e no céu não houve mais lugar para eles. Esse grande Dragão é a antiga Serpente, que seduz todos os habitantes da terra» (Ap 12,7-9).

Para Jesus, duas são as definições que melhor traduzem a identidade e a atividade do “Tentador”. Primeiramente, ele é o “pai da mentira” (Jo 8,44), já que, ao longo da história, o que ele melhor faz é enganar as pessoas: «No dia em que comerem deste fruto, seus olhos se abrirão e vocês se tornarão como deuses, decidindo o que é bem e o que é mal» (Gn 3,5). É o que ele continua fazendo todos os dias, com experiência e resultados cada vez maiores...

Outra característica vista por Jesus no Demônio é de ser “assassino desde o início” (Jo 8,44). De fato, se existe na atualidade uma prova que mais fala da existência e do poder do Diabo é o clima de maledicência, discórdia, violência e vingança que medra em todos os ambientes e em toda a parte.

Na véspera de sua morte, Jesus rezou ao Pai por seus discípulos: «Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal» (Jo 17,15). Na oração do “pai-nosso”, aparece o mesmo pedido: «Não nos deixes cair na tentação, mas livra-nos do mal» (Mt 6,13). Em ambas as citações, “mal” e “Maligno” se identificam, já que todos os que são levados pelo mal, o fazem porque seduzidos pelo Maligno.

Costuma-se dizer que a grande vitória alcançada pelo Demônio no século XX foi a de fazer crer que ele não passa de uma invenção...
«Se Deus não existe, tudo é permitido», escreveu Dostoiévski. Mas, se isso acontece com Deus, muito mais com o Diabo. Ele age sorrateiramente, «disfarçando-se em anjo da luz» (2Cor 11,14), confundindo e invertendo os valores. O pecado passa a atrair mais do que a virtude. A liberdade é transformada em devassidão. A sabedoria é substituída pela esperteza. O dever pelo prazer. O ser pelo ter. O amor pelo ódio.

Para o apóstolo São João, «quem comete o pecado é escravo do Diabo – o pecador desde o princípio – mas o Filho de Deus veio ao mundo para destruir as obras do Diabo» (1Jo 3,8).

Quem tem Deus, não teme o Demônio: «Se Deus é por nós, quem será contra nós?» (Rm 8,31).

O Diabo só existe e tem poder nas pessoas e ambientes donde Deus foi banido...

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados  (MS)




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comentários  

 
#1 ana lucia rodrigues 14-02-2012 08:29
O que me deixou curiosa foi saber sobre o demônio cresci e fui batizada na igreja católica não conheço outra Religião confesso que sempre tive medo desse assunto mas lendo este documentário fiquei mais alivíada, pq os verdadeiros demônios são as pessoas ruins que fazem e praticam maldades,eu me pergunto será que DEUS perdoa e leva estas pessoas para o PARAÍSO acredito que não.Na minha cabeça pessoas maldosas vão para o Inferno.
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