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A VOCAÇÃO É DOM DE DEUS.

“Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei para dardes fruto...” (Jo 15,16).

Agosto é chamado o mês das Vocações.
A princípio, era o mês que chamava a todos nós para a importância da descoberta e do apoio aos que são chamados para o ministério sacerdotal.

O Concílio Vaticano II quis chamar a atenção de todos os fiéis que a vocação é um chamado de Deus para todos os homens. Ninguém escapa do chamado de Deus. Somos chamados por Deus à existência humana; somos chamados por Ele ao Batismo, para através dele, vivermos a fé cristã, segundo o projeto de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pelo Batismo somos chamados todos à santidade apostólica: “Sede santos porque eu sou santo” (Lv
11,44).
Portanto, somos todos chamados para a santidade e santidade apostólica: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura!”(Mc16,15).

Para o melhor exercício e facilidade de alcançar a santidade apostólica, Deus, nos desígnios de sua providência, conhecendo-nos como somos, antes de sermos concebidos, chamou-nos à vida humana com determinados dons específicos a cada um de nós. É o que nos ensina São Paulo aos coríntios que diz que há diversidade de dons, segundo o Espírito Santo; há diversidade de serviços ou ministérios para o bem de todos; o dom da  sabedoria, do conhecimento; o dom da fé, dom de cura, de fazer milagres, de profecia, o dom do discernimento; a outros concede o dom de aprender e falar várias línguas; a outros o dom da interpretação (Cf. 1Cor 12,4-11). Enfim, todos somos ornados de dons para servir e edificar o Corpo de Cristo para que todos, vivendo o amor de Deus entre os homens, alcancem o Amor Divino na eternidade.

Podemos dizer que a profissão de um serviço é escolha da pessoa, mas a vocação é escolha de Deus. Deus nunca erra no chamado que nos faz. Se não perseverarmos no chamado é porque não perseveramos nele ou não cultivamos os meios necessários para o bem próprio e dos outros.
Em todos os estados de vida: matrimonial, solteira, celibatária e virginal temos a graça divina para nos tornar santos. Se a santidade não for a prioridade das prioridades da nossa vocação ministerial, todos os serviços que abraçarmos se tornarão estéreis, porque não fomos chamados ao fracasso, mas ao êxito do bem com a custa das energias da nossa vida.

Hoje precisamos de muitos casais santos para o ministério da vida humana e do amor mútuo; precisamos de muitos sacerdotes celibatários e consagrados para o testemunho do amor de Deus entre os homens, à  semelhança de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir; precisamos de muitos homens e mulheres solteiros no mundo, por amor ao Reino dos céus, para santificar o mundo com a renúncia de prazeres humanos para a felicidade de outros que precisam ver o amor de Deus através de sua vida.

Eis a riqueza e a importância do mês de agosto. Ele então implica muita oração, mas sobretudo escuta e reflexão da Palavra de Deus sobre a nossa vocação.

+ Vitório




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